Conto: Agente Ford contra Sr. K

01:23 Phelipe Almeida 0 Comments

Era um dia chuvoso, o som da chuva caindo lá fora era quase imperceptível, o silêncio quase reinava, vez ou outra o ranger da cadeira quebrava o clima, mas fazia o Agente Ford soar frio, amarrado com as mãos para trás, uma única luz iluminando a sala, era possível enxergar pouca coisa a sua frente, as feridas na cara doía, as roupas estavam rasgadas na altura da barriga, por sorte, só rasgadas, mas os cortes na cara foram providos de socos bem dados.

— E então Sr. Ford, o que leva o senhor a entrar na minha festa se passando por um de meus convidados?
— Sei lá, achei bacana. Resolvi entrar. — Sr. K dá um murro na cara do Agente Ford.
— Pelo visto tem senso de humor. — Katarine, me dê a faca.
— Sabe Sr. Ford, quando te vi em minha festa, paquerando uma de minhas garçonetes, te achei extremamente folgado. Você vem a minha casa, na noite em que todos os magnatas e homens de importância de toda Miami vão estar aqui, e ao menos não me diz quem é o senhor? Por sorte Cortez disse conhecer você. — Sr. K começou a amolar a faca em uma pedra.
— Juro que eu não sabia, tem alguma maneira de me desculpar? — Enquanto isso Agente Ford começa a se soltar usando um estilete que estava escondido na costura do paletó.
— Se não fosse pelo Cortez você estaria morto agora, mas vamos se honestos um com o outro. Eu já sei que você trabalha pro Governo Americano, seu relógio e seu carro lá fora não me enganam. — Agente Ford se deu conta de que estava sem o relógio e fez um expressão de que estava ferrado e em relação ao carro, bem, ele não imaginou que um Cadillac verde iria chamar a atenção.
— E você, quem é?
— Meu nome é tão secreto que nem o seu governo faz ideia, mas uma coisa eu posso te dizer, eu sou o homem que vai acabar com a sua vida. — A expressão no rosto do Sr. K era de extrema felicidade.
— Ah que bom, depois eu mando flores e marcamos um jantar romântico. — Agente Ford se soltou e deu um soco em Katarine, uma mulher forte, mas boa capanga e boa de briga. E logo depois foi dar um soco no Sr. K, mas o mesmo revidou, eles começaram uma luta frenética, tanto Ford, quanto o Sr. K lutavam extremamente bem. Ford ficou cansado rápido devido a exaustão, Sr. K o agarrou pelas costas, com um mata-leão, e pegou a faca que estava ao seu lado, Ford pensou rápido, conseguiu sacar o estilete e acertar o Sr. K na coxa da perna, do lado esquerdo, atingindo um ponto vital, Sr. K soltou Ford e caiu sentado.


— Filho da Puta, você venceu por agora, mas vai ter volta. Eu vou te caçar Ford.
— Ah não. Olha pra tua perna cara, você vai morrer em alguns minutos.
— NÃO. — Sr. K gritou com o pouco de força que ainda tinha.
— Que Deus te guie pelo caminho blah blah blah. Agora cade meu Relógio? — perguntou Ford enquanto fechava seu palito.
— Está no meu bolso do casaco, do lado direito. — Sr. K estava fraco, mas preparado pra revidar quando pudesse.
— Ta bom, eu espero você morrer. Eu saberia quanto tempo levaria se eu estivesse já com meu relógio. — disse Ford enquanto limpava o sangue no rosto.
Ford se sentou e observou até que Sr. K caisse, antes de K morrer, ele tentou xingar Ford, mas já não tinha forças pra pronunciar muita coisa. Katarine acordou, viu K no chão morto e Ford sentado olhando para ela.
— Você é uma capanga forte. Se fosse atriz com certeza interpretaria a Mulher Hulk. Agora pode ir, antes que eu mude de idéia.
— Sabe que isso não vai ficar assim né?
— Não se preocupe, eu estou preparado.


Katarine saiu correndo, Ford levantou, pegou seu relógio no bolso direito do casaco de K, colocou o relógio no pulso, ajustou o cronômetro pra 2 minutos e ficou esperando pra apertar o botão. Ao longe ouviu gritos e muitos passos, esperou mais um pouco e apertou o cronômetro, então iniciou uma lutra frenética com os capangas que restaram do Sr. K, não levou um soco durante a luta, haviam em torno de 100 capangas, no fim sou restou Katarine, que pensou bem e desistiu, virou as costas e foi embora. Ford olhou o relógio, faltava 10 segundos pro cronômetro chegar a 2 minutos.
— Meu trabalho aqui ta acabado.
Pegou o celular no bolso interno do paleto, e discou para a Agência.
— Agente Bela, pode mandar a equipe de limpeza, eles vão ter um trabalhinho, mas juro que não fiz muita bagunça.
— De novo Agente Ford?
— Eu tento ser pacífico, mas ninguém tem senso de humor.


Ford desligou, subiu as escadas, a Festa ainda estava rolando no Salão, ele passou pelos corredores em direção a saída, pediu pro Manobrista pegar seu carro. Seu Cadillac Verde chegou, bem cuidado, o manobrista lhe deu a chave. Ford pulou no carro, engatou a chave, e ligou.
— Se eu fosse você, iria embora o quanto antes. — O manobrista olhou pra ele com um ar de estranheza. Ford acelerou e foi embora.