75 Anos da Mulher Maravilha

15:11 Phelipe Almeida 0 Comments

A Mulher Maravilha está comemorando 75 anos de existência, e decidimos reunir as melhores HQ’s sobre a heroína representante da força feminina na história.


Crônicas Vol.01


Apesar de se tratar de um almanaque, Crônicas nos leva de volta à década de 1940, quando William Moulton Marston queria criar uma heroína em quem as garotas pudessem se inspirar e idolatrar da mesma maneira que os garotos faziam com o Superman, Batman e Capitão América.


Combinando diversas mitologias e adicionando o background da Segunda Guerra Mundial, nasceu Diana, uma princesa que escolheu vir ao mundo dos homens para ensinar à sociedade valores de paz e compreensão, mesmo que isso significa querer dar uma surra em nazistas.


Crônicas Vol.01 conta com as primeiras histórias da heroína, muitas delas inovadoras para a época. Marston acreditava que a mulher deveria estar no poder, por isso suas histórias eram tão focadas em mostrar a importância da independência feminina.


O Espírito da Verdade


Esta é uma história simples que funciona como uma introdução a Mulher-Maravilha, ao mesmo tempo em que mostra a relevância da personagem no mundo moderno.


A arte ficou por conta do brilhante Alex Ross, enquanto Paul Dini, de “Batman: A Série Animada” ficou com o roteiro.


A história começa com uma rápida recapitulação da origem de Diana pelo ponto de vista de sua mãe, Hyppolita. E em seguida, trata de mostrar a importância da heroína como embaixadora de seu povo, e lida com questão de como ela pode mudar a maneira como as mulheres são tratadas em algumas partes do mundo.


É uma história simples, mas muito poderosa e mostra os aspectos mais importantes vida de Diana.


League of One


Este one-shot de Christopher Moeller traz a Mulher-Maravilha sendo confrontada por uma profecia que pode destruir a Liga da Justiça.


Quando um antigo dragão começa a acordar pela primeira vez em vários anos, Diana percebe que uma profecia está se tornando realidade e ela é a única que deve enfrentar a fera.


Se você nunca achou que a Mulher-Maravilha conseguiria ser superior ao Superman, esta história vai provar que você está errado.


Hiketeia


Neste romance gráfico de Greg Rucka, o Cavaleiro das Trevas está perseguindo uma criminosa, que revela conhecer uma maneira obrigar a Mulher-Maravilha a lhe protegê.


Quando o Batman conta o que aconteceu, Diana dá duas opções: parar de perseguir a fugitiva, ou se preparar para a batalha. Como vocês podem ver na imagem ao lado, acontece uma cena bem interessante entre o Batman e Mulher-Maravilha.









A Day in Life


Começando a lista com essa clássica história de Joe Kelly e Phil Jimenez. Com Lois Lane acompanhando a Mulher Maravilha durante 24 horas para fazer uma reportagem ao Planeta Diário. Os dois maiores ícones femininos da DC Comics (e dependendo da versão que você ler, os dois amores do Superman) se reúnem aqui para, a partir da visão de Lois, descobrir mais sobre Diana, a pessoa por trás da princesa/ embaixadora/ heroína, ao mesmo tempo em que a própria Lois põe em cheque seus problemas pessoais com ela. Mas no processo, vemos que Lois finalmente entende porque Diana é assim, e assim uma amizade é formada e, em especial, o respeito entre elas é solidificado.









The Circle


Tem artes de Terry Dodson e é o primeiro arco de Gail Simone a frente da Mulher Maravilha, fazendo história também por ser a escritora a passar mais tempo escrevendo a personagem em sua publicação fixa. O Ciclo do título refere-se a Guarda Real pessoal de Hyppolita, composta por Myrto, Charis, Philomela e Alkyone. Elas eram contra o fato de Hyppolita ter uma criança, e com o nascimento de Diana, tentam fazer uma emboscada para matá-la, da qual falham e são presas para sempre. Após os eventos de 'Amazon Attack', elas conseguem escapar e se aliam ao Capitão Nazi para derrotar Diana e fazer seu próprio senso de justiça. Essa história trata-se de recomeços e especialmente de família: enquanto Diana tenta montar uma nova, também demonstra que o grande erro do Circulo foi em não perceber que, como Amazonas, todas são irmãs, filhas, e mães uma das outras. E que Diana no fim das contas é tão parte da família quanto qualquer outra Amazona, e que muito da personalidade dela foi moldada exatamente por esse pensamento, de tratar a todos como família porque você no fundo quer ver bem a todos e acreditar no bem em todos.


Rise of The Olympian


O maior épico escrito por Gail Simone a frente da revista (e no caso desenhado por Aaron Lopresti) conta a história de quando Zeus criou os Gargareans, raça feita a partir de guerreiros homens caídos no passado, agora trazidos de volta a vida para conseguir fazer aquilo que, na sua visão, as Amazonas não conseguiram. Entre os Gargareans, o maior deles e seu líder é Olimpiano, "o Mulher Maravilha homem", criado a partir do antigo herói Aquiles. Mas eles querem trazer à paz e os ensinamentos de Zeus a base da força bruta, o que faz entrar em conflito direto com a Mulher Maravilha. Mas manipulando a situação toda por detrás dos panos está Ares, Deus da Guerra, que manda Genocide para terminar o serviço que os Gargareans não estavam conseguindo. Dos muitos épicos da história da personagem, Simone e Lopresti trouxeram um dos mais sólidos e empolgantes, modificando até então o status quo da personagem naquele ponto com ótimas oportunidades. Além disso, também nos presenteou com Genocide, que frequentemente é descrita como "o Doomsday da Mulher Maravilha", que fala muito por si só.


Odyssey



Falei anteriormente que uma das qualidades da Mulher Maravilha é sempre mudar seu status quo sem necessariamente passar por modificações radicais, como reboots ou retcons. Então para a surpresa de muitos, a DC decidiu em 2010, na edição #600 da Mulher Maravilha, fazer uma radical transformação na personagem, dando um reboot em sua história. Nesta nova versão, um misterioso vilão destrói a Themyscera e as Amazonas com sua armada, forçando as poucas amazonas sobreviventes, incluindo a Princesa Diana, a se refugiar e se esconder no mundo dos homens. Mas o retorno desse vilão faz Diana agir e correr contra o tempo para que as Amazonas não sejam extintas de vez. Tendo uma pegada mais realística que qualquer outra versão da personagem. Mas aquilo que poderia ser um retcon fixo acaba sendo mais uma bela homenagem, que enaltece todas as principais qualidades da personagem, sendo nesse sentido, pra mim, o 'All Star Superman' da personagem. A história é escrita por J. Michael Straczynski e Phil Hester, e desenhada por Don Kramer, Eduardo Pansica, Allan Goldman, Daniel HDR, Jay Leisten e Travis Moore.